'A ARTE MODERNA NO GUGGENHEIM, BILBAO'

by - abril 16, 2019


É na cidade de Bilbao, no Norte de Espanha (País Basco) que podemos encontrar o Museu Guggenheim Bilbao. Este museu nada mais é do que a expansão do Museu Solomon R. Guggenheim, localizado em Nova Iorque. O responsável pela sua incrível arquitectura é o conhecido arquitecto desconstrutivista Frank Gehry. 

Desde a sua inauguração, em 1997, que o Museu Guggenheim Bilbao se tornou no símbolo mais internacional da cidade. A verdade é que, no seu interior, vamos encontrar obras de grandes figuras do mundo artístico como David Salle, Chillida, Jeff Koons, Louis Bourgeois e Robert Rauschenberg.


Sobre a arquitectura do Museu...
Tanto o interior como o exterior do Museu foram pensados minuciosamente, com o objectivo de envolver os seus visitantes. As suas formas exuberantes surpreendem e o desenvolvimento do seu imenso volume em ondas, curvas e arcos espanta - tudo com o intuito de criar uma sensação real de 'movimento', simbolizando a transformação.

Colocando-se de frente para a entrada principal do Museu é possível observar a silhueta de um barco, e cada lateral do Museu é completamente diferente da outra, tendo o objectivo de permitir experiências diferentes aos visitantes. A cada passo que damos tudo muda, tudo se transforma. O edifício está, na sua maioria, coberto por placas de titânio, o que permite uma nuance prateada e futurística. No entanto, com a alteração da luz ao longo do dia, o edifício vai adquirindo uma coloração dourada. Quanto à sua textura, remete para escamas de peixe, uma lembrança particular do arquitecto Frank Gehry que, quando criança, era um adepto de pesca. No entanto, unindo esta textura à tradição marinha da cidade, podemos concluir que foi conseguida uma harmonia perfeita.


O interior do Museu...
Após a bilheteira, entramos num incrível átrio com 55 metros de altura, situado no centro do edifício. A sua função é permitir a ligação entre as 20 galerias que estão distribuídas pelos três pisos do recinto. O átrio oferece-nos, também, a visualização das obras expostas no exterior do edifício e uma bonita vista sobre o rio, através de uma longa parede de vidro, que cobre os três pisos. Quanto às galerias, todas são independentes, sendo obrigatório os visitantes passarem pelo átrio sempre que mudam de uma galeria para outra.
Dispõe de cafetaria, loja e depósito de bagagem.


O exterior do Museu...
No seu extenso espaço exterior podemos vaguear livremente, e encontramos algumas obras bastante emblemáticas como as sete 'Tulipas' de aço colorido e o famoso 'Puppy', um west highland terrier com cerca de 12 metros de altura - que se converteu na mascote do museu - coberto por cerca de 40000 flores naturais, mudadas duas vezes ao ano (em Maio e em Outubro), ambas do artista americano Jeff Koons. Outra obra bastante emblemática é a 'Mamá', uma aranha gigante (quase nove metros) criada por Louise Bourgeois.


Quando visitar...
Durante a época alta (1 Julho a 18 Setembro), o Museu encontra-se aberto de Segunda-Feira a Domingo entre as 10h e as 20h.
Durante a época baixa (19 Setembro a 30 Junho), o Museu encontra-se aberto de Terça-Feira a Domingo entre as 10h e as 20h, encerrando à Segunda-Feira.
O preço do bilhete ronda os 13€ por pessoa (com áudio-guia incluído).


As formas livres do edifício convidam os visitantes a entrar e a desfrutar de um espaço incrível e inovador, onde a arte e a arquitectura dão, harmoniosamente, a mão. Com toda a certeza, é um Museu que muda a forma de viver museus.

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